Modal Rodoviário de Cargas: transporta nossas riquezas para todos os lugares

modal-rodoviario-de-cargas-transporta-nossas-riquezas-para-todos-os-lugares-imagemO modal rodoviário de cargas é um importante pilar da economia brasileira. Responsável pela movimentação de cerca de 61% de toda a carga que se movimenta no país, ele é uma peça-chave na logística de indústrias como a alimentícia, agrícola e de construção, entre muitas outras.

Atualmente, a malha rodoviária brasileira é a quarta maior do mundo com 1.720.700 km de estradas e rodovias que atendem praticamente todas as cidades do país. Os primeiros investimentos no setor aconteceram na década de 1920, quando foi construída a Rodovia Rio São-Paulo, primeira rodovia pavimentada do país (e a única, até 1940). Na primeira metade do século XX, era o modal ferroviário que ocupava o lugar de destaque. No entanto, fatores como a crise do café, nos anos de 1930, e a II Guerra Mundial  foram contribuindo para que esse cenário se modificasse.

Com a chegada da indústria automobilística, no fim dos anos de 1950, durante o governo de Juscelino Kubitschek, os investimentos em infraestrutura se voltaram para a construção de rodovias, que eram vistas como sinais de avanço tecnológico e modernização. Desde então, o transporte rodoviário tornou-se o principal dentro do sistema de logística do país, sendo diretamente relacionado ao desenvolvimento e ao desempenho da economia.

Os principais implementos e equipamentos usados  pelo modal rodoviário

São diversos os produtos e mercadorias que viajam pelas rodovias do país e, geralmente, as cargas são classificadas de acordo com os respectivos produtos e mercadorias que são transportados. Alguns dos principais tipos de implementos e equipamentos:

Cargas secas: produtos e mercadorias não perecíveis, em sua maioria industrializados, como materiais de construção, madeiras, ferragens, mobiliários e produtos de limpeza.

Cargas a granel: também chamadas de “cargas graneleiras”, dividem-se em dois tipos: líquido (produtos como água potável, sucos, leite e refrigerantes, entre outros) e sólido (matérias-primas como soja, arroz, milho, feijão e cereais).

Cargas vivas: são as cargas que transportam animais, principalmente bois, vacas e suínos, produtos ligados ao setor agropecuário.

Cargas frigoríficas: também conhecidas como “cargas refrigeradas”, podem ser de dois tipos: perecíveis (frutas, verduras, legumes) e congeladas (carnes, frangos, peixes, alimentos congelados em geral).

Cada categoria possui suas próprias necessidades e atende a leis e regulamentações específicas. As cargas frigoríficas, por exemplo, devem ser transportadas em caminhões refrigerados, visto que a manutenção de baixas temperaturas é essencial no controle da qualidade dos produtos.

Já o setor de construção civil, demanda uma maior versatilidade da frota de veículos de carga, para que seus diversos materiais e equipamentos, como sacarias, ferragens, pedras e chapas de aço, possam ser transportados para longas distâncias. Nesse caso, os veículos mais comuns são: semirreboque, bitrem e rodotrem.


Projeções

O setor de transporte rodoviário é um importante agente da econômica brasileira, assim como diversos outros setores que estão diretamente relacionados a ele. Alguns dos produtos mais presentes nas rodovias do Brasil são os provenientes do agronegócio e da construção civil, responsáveis, respectivamente, por cerca de 20% e 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2019.

No entanto, a pandemia do novo coronavírus é mais uma crise a atingir os transportadores brasileiros, que já se encontravam em uma situação fragilizada devido à recessão econômica dos últimos anos. Até mesmo os especialistas têm dificuldades de fazerem projeções, dadas as incertezas do momento que vivemos.

Porém, o fim do mês de junho de 2020 trouxe um pouco de esperança, com índices mostrando uma pequena, mas importante melhora na demanda pelo transporte rodoviário de cargas no país, segundo pesquisa realizada pela NTC&Logística. Isso se deu por conta da flexibilização das medidas de isolamento social e da reabertura gradual da economia em alguns estados e municípios. Entretanto, os efeitos da pandemia no transporte rodoviário ainda são grandes e a previsão é de uma recuperação lenta.