Transporte de carga viva em caminhões requer cuidados especiais

carga viva
(Foto: Daiga Ellaby/ Unsplash)

A pecuária representa 8,5% do PIB do Brasil. Nosso país se destaca na produção de carnes e leite de diferentes origens. Os animais são os mais variados. Eles incluem mamíferos como bovinos, bubalinos, equídeos, suínos, ovinos, caprinos e coelhos, além de aves. Por isso, o transporte de carga viva tem tanta importância no meio rodoviário.

Os animais precisam ser carregados de um lugar a outro para revenda, abate ou outras finalidades. Cada espécie necessita de um cuidado especial. Contudo, algumas práticas são comuns para o manejo no embarque e desembarque, e também para a viagem dos bichos. Algumas delas, inclusive, são ditadas pela legislação.

Em 2020, a resolução nº 791 do Conselho Nacional de Trânsito (CNT) consolidou as normas sobre o transporte de animais de produção, de interesse econômico, de esporte, de lazer ou de exposição. Ela estabelece requisitos para veículos de transporte de animais vivos (VTAV) fabricados a partir do segundo semestre de 2019.

O veículo precisa “ser construído ou adaptado e mantido de forma a evitar sofrimento desnecessário e ferimentos, bem como para minimizar agitação dos animais, a fim de garantir a manutenção da vida e o bem-estar animal”. A intenção é que os bichos fiquem o mais confortáveis possível durante a viagem. Além da questão ética, essas regras devem ser cumpridas por razões financeiras.

Perdas no transporte inadequado de carga viva

Estima-se que as perdas quantitativas ou qualitativas no transporte de animais podem alcançar os 20%. Além disso, a qualidade da carne pode ser prejudicada por diversas razões. Contusões, hematomas, desidratação, liberação de hormônios causada pelo estresse do animal e outras consequências da viagem pioram a condição da carga viva na chegada ao destino.

Freadas ou arrancadas bruscas, curvas, superlotação, exposição ao sol e má condição das estradas elevam o número de mortes e ferimentos. Por isso, é extremamente recomendável que o motorista receba treinamento antes de transportar animais. Além disso, somente animais aptos devem viajar. Indivíduos enfermos, lesionados, débiles, incapazes de se mover e/ou ficar em pé ou não puderem se mover sem causar um ferimento adicional não devem entrar no caminhão.

Além disso, é fundamental que o caminhão esteja com a revisão em dia, diminuindo o risco de acidentes ou panes mecânicas. Quanto mais longa a viagem, mais a carga viva pode ser prejudicada. Por isso, não é permitido que os animais passem mais de 12 horas embarcados sem comida e água.

Embarque e desembarque correto

O momento do embarque e do desembarque requer uma atenção especial. Ele precisa ser feito com calma e de maneira organizada. Garanta que todos os animais que estavam no caminhão já saíram antes de embarcar uma nova carga viva. Ela deve entrar e sair em fila preferencialmente através de embarcadouros.

A  inclinação ideal da rampa é de 20°. Ela deve possuir uma superfície antiderrapante para evitar escorregões ou quedas. Mecanismos hidráulicos também podem auxiliar neste processo. Os elevadores deixam os animais mais seguros, já que, muitas vezes, eles acabam saltando a rampa, e não caminhando por ela.

Espaço compatível

O Conselho Nacional de Trânsito determina que o veículo deve “ser adaptado à espécie e à categoria de animais transportados, com altura e largura que permitam que os animais permaneçam em pé durante a viagem, à exceção das aves, e com abertura de tamanho compatível para embarque e desembarque da respectiva carga viva”.

É importante que a abertura possua mecanismo de travamento ou outro sistema que permita a retirada dos bichos em caso de imprevistos. Também é obrigatório “indicar de forma visível na parte traseira da carroceria do veículo um número de telefone de emergência”.

A lotação do espaço precisa seguir as recomendações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A densidade da carga não pode ser nem muito alta, nem muito baixa. Ambas situações aumentam a frequência de hematomas.

A alta densidade é prejudicial principalmente no caso de viagens longas, com mais de seis horas. Isso porque os animais começam a cansar e acabam deitando no caminhão. Nessa posição, eles podem ser pisoteados por outros bichos ou causar a queda dos demais. Recomenda-se que o motorista tente fazer com que o animal levante (claro, sem machucá-lo).

Superfícies adequadas

A resolução estabelece que o veículo seja compatível com os animais, seu peso e o movimento que eles farão no percurso. Ele precisa ser resistente e “possuir laterais e teto que protejam contra a fuga, a queda e a exposição de partes do corpo dos animais transportados para fora do veículo”.

As superfícies não podem ter proeminências ou elementos que machuquem a carga viva. Já o piso deve ser antiderrapante. Também é importante atentar para a serragem utilizada no chão. Ela deve ser mais grossa para que os animais fiquem confortáveis. Essa opção também previne o risco de pequenos cortes ou que ela entre nos olhos dos bichos, podendo causar inclusive cegueira. 

Condições apropriadas

A carga viva precisa estar total ou parcialmente à vista. Assim como é necessário que o caminhão evite o derramamento de dejetos dos animais durante a viagem. Temperatura, ventilação e hidratação são decisivos no bem-estar animal durante uma viagem.

O veículo tem de ser projetado de maneira a possibilitar a circulação de ar em todo o seu interior. Também precisa “dispor de meios de proteção para minimizar os efeitos de temperaturas extremas”. Além disso, deve possuir meios para fornecer água aos bichos.

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